RENATA SPALLICCI

Dietas

14/03/2019

Ressignificando a comida em sua vida!

Por que devemos mudar a forma como encaramos a alimentação em nossa vida

Você já se perguntou o que significa a comida para você? Um momento de encontro e diversão?Recompensa? Um método antiestresse ou antitpm? Antidepressivo?

Opa, opa, se  respondeu “sim” para uma ou todas as questões, está na hora de você ressignificar  sua relação com a comida! Afinal, a alimentação deve ser uma fonte de nutrientes e de saúde para o nosso corpo e não uma muleta para outros tipos de sentimentos… E é isso que quero tratar neste artigo. Vem comigo?

A fome física e a fome emocional

fome física x fome emocional

Em primeiro lugar, quero dividir com vocês um conceito superimportante, que são os conceitos de  fome física e fome emocional.

A fome física todo mundo sabe o que é, né? Quando o organismo está precisando de nutrientes, e a barriga chega até a roncar… rs.

Agora, comer emocionalmente é quando você usa os alimentos para se sentir melhor. E não estou falando fisicamente. Ou seja, quando come para satisfazer as  necessidades emocionais, em vez de satisfazer a  fome física.

Teve uma reunião estressante no trabalho, foi lá… e devorou uma barra de chocolate depois? Ficou ansioso com algum problema na família, abriu a geladeira e comeu tudo o que tinha pela frente? Então, aí  estão casos típicos de fome emocional.

Quando o ato de comer for seu principal mecanismo de enfrentamento emocional – quando seu primeiro impulso for abrir a geladeira sempre que  estiver estressado, chateado, irritado, solitário, exausto ou entediado – você ficará preso em um ciclo vicioso, e o sentimento que o está  levando àquele hábito ou problema real não é verdadeiramente abordado.

A fome emocional pode ser poderosa, por isso é fácil confundi-la com a fome física. Mas há pistas que você pode procurar para ajudá-lo a diferenciar uma da outra, quer ver?

Ela atinge você em um instante e se torna esmagadora. A fome física, por outro lado, vem gradualmente, e aquele desejo de comer não é algo tão terrível que exija uma satisfação imediata.

Fome emocional o leva a alimentos não saudáveis

Quando sentimos fome emocional temos o anseio por alimentos de conforto específico. Quando você está fisicamente com fome, quase tudo soa bem – incluindo alimentos saudáveis ​​como vegetais, saladas, etc. Mas a fome emocional pede junk food ou aqueles doces mega-açucarados que proporcionam uma satisfação instantânea!

A fome emocional muitas vezes o leva a comer sem sentido. Sem que você se dê conta,  comeu um saco inteiro de batatas fritas ou um pote inteiro de sorvete, sem realmente prestar atenção ou apreciar o que está comendo. Diferentemente da fome física, quando você se alimenta, geralmente, de forma consciente.

Ela não está localizada no seu  estômago. Ao invés de sentir aquele vazio no estômago, você sente um desejo em sua cabeça. Você está focado em texturas, gostos e cheiros específicos.

A fome emocional, normalmente,  leva a arrependimento, culpa ou vergonha. Quando você come para satisfazer a fome física, é improvável que  se sinta culpado ou envergonhado, pois está, simplesmente, dando ao seu corpo o que precisa. Se você se sentir culpado depois de comer, é provável que  saiba que, no fundo, não está comendo por razões nutricionais.

A boa notícia é que não importa o quão impotente  se sinta sobre a comida e seus sentimentos, é possível fazer uma mudança positiva. Você pode encontrar formas mais saudáveis ​​de lidar com suas emoções e parar de comer emocionalmente.

Mas, para isso, você tem de encontrar outras maneiras de se realizar emocionalmente. Ou seja:  parar de vez com a fome emocional! E  é isso que chamo de ressignificar a comida!

Ressignificando os alimentos

Se a comida virou um antídoto contra os seus problemas emocionais, a primeira coisa que precisa fazer é encontrar outras maneiras de se resolver emocionalmente, embora seja um primeiro passo enorme. Você necessita  de alternativas para a comida, a fim de  recorrer à sua realização emocional.

Por exemplo: se você está deprimido ou solitário, chame alguém que sempre o faça  se sentir melhor, brinque com seu cão ou gato, ou assista à sua série favorita… Mas sem pipoca, por favor!

Se você está ansioso, gaste sua energia dançando  sua música favorita, apertando uma bola antiestresse ou fazendo uma caminhada rápida.

Se você está exausto, trate-se com uma xícara de chá quente, tome um banho relaxante com algumas velas perfumadas.

Se você está entediado, leia um bom livro, assista a um show de comédia.

Enfim, concentre-se em outras atividades! Abandone de vez a comida como uma muleta e passe a ver como ela realmente é: um alimento para nutrir  seu corpo!

Ao ressignificar a comida, ela passa a ser vista como alimento e, assim, o processo de reeducação alimentar e, por consequência, a perda de peso, passam a ser menos penosos.

Digo que pode ser até prazeroso experimentar novos temperos, novas comidas e alimentos alternativos, refinando seu paladar e aproveitando melhor o que a Terra tem para nos oferecer.

 Claro que não estou lhe dizendo para nunca mais comer com prazer! Mas faça isso de forma consciente e não como um modo de afogar as mágoas.

Há anos, eu ressignifiquei minha relação com a comida e posso dizer que, hoje,  sou  bem mais feliz! Não deixo de me divertir com meus amigos, não deixo de me socializar, mas não tenho mais a comida como centro de minha vida!

Este processo é fundamental, não somente para quem quer perder peso, mas para todos que buscam hábitos de vida mais saudáveis. Por isso,  no meu método de emagrecimento Finalmente Magro, a mentalidade forte é um dos pilares essenciais que desenvolvemos para quem busca emagrecer! E é um pouco desse tema que quis dividir hoje com você!

 

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Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

 

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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