Sororidade - União entre as mulheres

RENATA SPALLICCI

Realização

07/09/2018

Sororidade – união entre mulheres é essencial

Como praticar a tão falada aliança entre mulheres

Neste ano de 2018, o tema da igualdade de gêneros e das lutas femininas está tendo ainda mais espaço no meu blog! Não que nos anos anteriores já não fosse um tema recorrente, mas, em 2018, por uma série de questões, o assunto ganhou ainda mais força por aqui!

Com isso, tive oportunidade de entrevistar várias mulheres sobre o tema e me aprofundar ainda mais neste assunto, e algo que me impressionou nesta jornada foi perceber o quanto ainda precisamos buscar a sororidade!

O que é sororidade?O que é Sororidade?

Aliás, a própria palavra sororidade é nova, nem está no dicionário… E muita gente ainda não sabe ao certo o que ela realmente significa. De forma simplificada, sororidade (palavra oriunda do latim que tem o sentido de relação de irmandade) significa solidariedade entre as mulheres!

Sororidade é ter empatia com as outras mulheres e, acima de tudo, a ideia de que nós precisamos nos apoiar  para alcançarmos juntas as conquistas que queremos!

É uma camaradagem que se contrapõe à rivalidade tradicionalmente associada ao gênero. Segundo a filósofa e feminista Marcia Tiburi, “a crença de que somos inimigas umas das outras, enquanto os homens são parceiros, é estratégica. Serve para manter o patriarcado, a dominação masculina”, afirma. “Sustentar as mulheres como falsas, traidoras, só preocupadas com a aparência ou em arranjar um homem faz parte de um discurso misógino que hoje está sendo desmontado”, completa. Se as mulheres acreditam que estão umas contra as outras, ficam mais vulneráveis à dominação masculina. E, assim, vão sendo mantidas longe da política, da ciência e demais espaços de poder, bem como tendo seus direitos civis violados.

Por que precisamos de sororidade

Entre 2012 a 2017, a busca pela palavra “sororidade” aumentou 100% no Google e, em 2017, “o que é sororidade?” encerrou o ano em quinto lugar no ranking de pesquisa do site. Mas explicar o termo é bem mais fácil do que aplicá-lo.

Fomos criadas em uma sociedade patriarcal na qual a união entre as mulheres nunca foi estimulada. Muito pelo contrário, fomos sempre rotuladas de competitivas, invejosas e, muitas vezes, vimos as outras mulheres não como iguais, mas sim, como rivais.

Frequentemente, nós, mulheres, adotamos uma postura mais defensiva umas com as outras e criamos um clima de competição desnecessário. Se a mulher está com o corpo bonito, ou fez plástica ou não faz outra coisa senão ficar na academia. Se ela obteve sucesso profissional é porque bajulou o chefe (ou coisas piores)… Enfim, temos resistência a acreditar no sucesso de outra mulher e, não raro, tendemos a desqualificá-lo!

Claro que não fazemos isso de forma consciente, mas por termos sido afetadas por anos de anos de domínio masculino que criou o estereótipo de que mulheres são rivais!

Afinal, agindo assim, a aliança entre nós se torna fraca, pois a competição entre as mulheres não permite que nos sintamos como parte de um todo, e a supremacia  masculina se faz presente com mais facilidade.

A sororidade, de certa maneira, é enxergar-se na outra mulher, é ter empatia! Reconhecer na outra nossas próprias fraquezas, opressões, julgamentos, dores, virtudes e força.

O que podemos fazer?

Atire a primeira pedra quem nunca teve uma atitude de invejinha com uma amiga ou colega de trabalho! Sabe aquela máxima de encontrar no shopping, abraçar, falar que está morrendo de saudades e, depois, ao virar as costas, comentar: “ela engordou, né?”

E este é o exemplo mais inofensivo! Continuamente, vemos comentários de mulheres se referindo à outra mulher com termos que a desqualificam! O homem que é agressivo, é assertivo, a mulher é louca, o homem que é sistemático, é metódico, a mulher é louca, o homem que é bravo, tem temperamento forte, a mulher é louca… haha.

Por isso, acredito que viver a sororidade é um exercício diário e pode se manifestar em pequenas atitudes. Quer ver só como podemos praticá-la de forma simples e rápida?

Primeiramente, não enxergue outras mulheres como rivais, apenas por elas serem mulheres! Nunca use palavras relacionadas ao comportamento sexual para ofender uma mulher – tire termos como “vagabunda” e “vadia” do seu vocabulário;

Ajude quando você puder: compartilhe conhecimento, conselhos, cuide de uma garota que não está passando bem na balada, e fique atenta para situações em que uma pequena atitude pode significar muito para outra mulher;

Elogie e dê força para o sucesso de suas amigas: seja uma incentivadora de outras mulheres e não as deixe desistir. Não julgue outra mulher pela roupa que ela está usando, pelo corte de cabelo, enfim, pela aparência.

Sabemos que na teoria tudo é lindo, sim, e que ainda vai levar tempo para que tudo isso seja, efetivamente, colocado em prática. Não imaginamos uma utopia, mundo perfeito e com 100% das mulheres aderindo à sororidade. Mas, de pouco em pouco, a gente consegue. Basta que você espalhe isso entre seus conhecidos e comece a praticar também.

Você não precisa fingir que gosta de alguém só porque está tentando aderir à sororidade. A ideia não é essa. Basta apenas que você deixe de julgar ou “não gostar” de uma pessoa pelo simples fato de ela ser mulher, que você deixe de enxergá-la como uma inimiga ou rival e entenda que não estão competindo.

Só a união entre as mulheres nos possibilitou todas as conquistas que já tivemos. E só com mais união é que continuaremos nossa jornada rumo à igualdade!

Por fim, gostaria de convidar vocês a terem uma nova forma de pensar, não buscando a competição entre nós, mas pensando que somos parte de um todo, de uma irmandade, uma sororidade! Sabe quando você está sozinha em uma noite escura, andando pela rua, e procura se aproximar de outras meninas para se sentir mais segura? Pois é, querendo ou não, a ideia de sororidade já está dentro de nós, mesmo que inconscientemente.

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Assista ao meu vídeo onde eu explico tudo sobre sororidade! Vamos juntas mudar esta realidade! 

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Rê Spallicci

 

 

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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