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Autoconhecimento

O processo de coaching e a vontade por mudança

Conheça como um processo de coaching pode ajudar na busca por uma vida plena, em entrevista exclusiva com a Personal, Professional, Executive & Positive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching, Luciana Tegon.

 1 de setembro de 2016
8 min de leitura



Você já se sentiu em dúvida sobre qual caminho seguir? Sem objetivos claros? Ou ainda: que tem potencial para fazer mais do que está fazendo em sua vida? Sente-se vivendo “no automático”, fazendo as coisas sem ter propósitos? Para quem se sente assim, mas, principalmente, tem o desejo por mudança, é que existem os processos de coaching. Coaching é o processo que permite a uma pessoa ou grupo de pessoas atingirem seu máximo potencial, auxiliando-as a transpor barreiras e limitações pessoais. Para isso, o coachee (cliente) trabalha com um coach, que é o profissional que ajuda o indivíduo a pensar de forma diferente, a desenvolver uma nova perspectiva sobre a mesma questão ou a encontrar caminhos e comportamentos novos para superar crenças limitantes ou para aperfeiçoar situações e qualidades já existentes. E é para falar um pouco mais sobre esse complexo processo que conversamos com Luciana Tegon, Headhunter, Personal, Professional, Executive & Positive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching. Confira:

 

Site Renata Spallicci – O que é, quais os objetivos e indicações de um processo de coaching?

Luciana Tegon – O processo de coaching é aplicado em pessoas que buscam alta performance, que querem ser, ter, fazer ou conquistar algum objetivo. São pessoas que não estão satisfeitas com a vida que estão levando ou entendem que poderiam estar fazendo mais, pessoas que estão buscando mudanças comportamentais, que têm objetivos grandiosos, pessoas que assumiram desafios nas empresas e precisam ser treinadas, enfim, existe coaching para muitas coisas: para entrar em concurso, para emagrecimento, para liderança, para ser um melhor pai, para melhorar relacionamentos…

 

SRS – E qual a diferença entre os tipos de coaching: o executivo, o de carreira e o pessoal?

LT – O Executive Coaching é um processo geralmente pago pela empresa para que o coachee, que é o aprendiz, desenvolva competências necessárias para desempenhar certa função. É um processo que caminha a três: empresa, coach e coachee.  O profissional de coaching é contratado pela empresa para a qual  responde,  porém trabalha junto ao executivo, com todos os deveres de ética que o processo exige. Mas o poder de mando é da empresa. Já o processo de carreira é algo pago pelo próprio executivo, sem vínculo com a empresa. Normalmente, o executivo possui alguma meta de carreira a atingir e se submete ao processo para ajudá-lo a chegar àquele objetivo. Por fim, o personal coaching, que a gente chama de life, trabalha com pessoas que buscam alta performance, ser melhores, mas que precisam ter maior clareza em seus objetivos de vida, em pequeno, médio e longo prazos. Nesse processo, a gente engloba todos os aspectos da vida do indivíduo,  ou seja, pessoal, familiar, comportamental, etc.

 

SRS – Então o life coaching é indicado para qualquer pessoa? Não somente pessoas empreendedoras ou com um “pé” no mundo dos negócios?

LT – Sim! Para qualquer pessoa que esteja realmente comprometida em fazer uma mudança. Por isso é que não adianta, como acontece algumas vezes, a tia querer enviar o sobrinho para o coaching porque percebe que o menino tem muito potencial, mas precisa se desenvolver. Esse é o tipo de coisa que não funciona. Se a pessoa não estiver disposta a fazer a mudança para ser, ter e conquistar um objetivo, você pode colocar o melhor coach do mundo com ela que nada será feito. Isso precisa sair da essência da pessoa em buscar algo a mais, esse objetivo e esse eu ideal no qual ela quer se transformar. Só assim a pessoa se torna apta para esse processo. E não precisa ser empreendedor, nem ter pé no mundo dos negócios, não. A gente tem coaching para quem é do lar, que são mães, mas que querem também deixar seu legado e buscar propósitos diferentes na vida. Enfim, o objetivo é transformar vidas. E vidas plenas e mais felizes.

 

SRS – Quais benefícios um processo de coaching pode trazer para a vida de quem o faz?

LT – Eu me lembro de um caso, que atendi, de uma pessoa que achava que o problema da vida dela era a insatisfação no trabalho. Depois, nós descobrimos que o problema não era o trabalho, mais sim, a forma como ela lidava com aquilo. Ela passava por uma fusão de papéis na vida, um verdadeiro amálgama, que não permitia que tivesse um horário para trabalhar, não tinha horário para estar em casa, para ser mãe, para ser esposa, e a gente trabalhou essas personas, colocando cada uma em seu tempo e lugar, dando-lhe uma estrutura para a vida. Hoje, ela está superbem, feliz e fazendo planos para uma transição de quatro a cinco anos para uma atividade de que ela goste. O coaching pessoal oferece vários benefícios, desde clarificação de valores e propósitos de vida até ajudar a pessoa a descobrir o que ela quer ser no futuro. Além de resolver problemas comportamentais, de agressividade, passividade, de como se relacionar de forma mais construtiva com as pessoas, saber se valorizar, mudar comportamentos que não tragam bom resultados, substituindo por outros mais adequados, adquirir disciplina, foco, melhorar a gestão de tempo. São várias as ferramentas, e os benefícios são amplos.

 

SRS – Um processo leva quantas sessões em média? E depois, há algum tipo de acompanhamento?

LT – Em média, trabalhamos um processo de coaching entre 12 e 15 sessões semanais, com duração de  60 a 90 minutos. É comum que, após o processo de coaching, o coachee tenha o desejo de voltar uma vez por bimestre ou por mês, para que ele possa continuar alinhado com seus objetivos e para que retome o foco. Mas eu deixo bem claro que o objetivo do nosso trabalho não é criar uma dependência, muito pelo contrário. Se isso acontecer é porque fizemos um péssimo trabalho.

 

SRS – O que diferencia uma pessoa que fez um trabalho de coaching daquela que vai levando a vida sem muito planejamento?

LT – A pessoa que faz um processo de coaching é instigada a pensar.   É  diferente da terapia ou consultoria, pois  nós não respondemos nada. Ser coach é ter a arte de fazer as perguntas certas para que a pessoa encontre a resposta para seus anseios. O coaching tem muito a ver com objetivos, metas, indicadores. Então, a pessoa vai vendo a evolução e as mudanças em sua vida. Planejamento é tudo nesse processo, a gente não faz coaching sem traçar objetivos, tarefas, tempos de execução, etc.

 

SRS – O processo de coaching é caro, e isso faz com que ainda haja certo distanciamento, como sendo algo apenas para pessoas com mais recursos. Mas a pessoa não deve considerá-lo um investimento?

LT – Sim, não é um processo barato. Os valores são bastante variáveis de profissional para profissional, mas certamente é o melhor investimento que a pessoa pode fazer para a sua vida, desde que  esteja comprometida com a mudança.

 

renata-luciana

 

Luciana Tegon é Headhunter, Personal, Professional, Executive & Positive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching. Graduada em Direito, Pós-Graduada em Direito Processual e MBA em Gestão de Recursos Humanos. Sócia Diretora da Consultants Group by Tegon, consultoria especializada em Recrutamento, Seleção, Outplacement e Recolocação de Executivos. Articulista do Linkedin, Blog do Headhunter.

 

 

 

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Rê Spallicci