Carreira

O guarda roupa da nova executiva

Quer saber como montar um guarda roupa ideal para estar sempre bem vestida e sem gastar horrores? Acompanhe as dicas da consultora de moda, Fabi Gragnani, do blog executiva sem terninho, e fique sempre superbonita e elegante.

 2 de dezembro de 2015
6 min de leitura

O guarda roupa da nova executiva

Já se foi o tempo em que a mulher precisava se vestir de terninho para ser respeitada e ganhar ares de credibilidade. Hoje, com a merecida conquista da mulher por espaço no mercado de trabalho, os códigos de vestimenta estão mais maleáveis e a mulher pode imprimir um estilo mais pessoal em suas roupas no ambiente corporativo.

 

Mas será que tudo é permitido? Ou ainda há algumas regras para se seguir?

 

Para a consultora de moda, Fabi Gragnani, do blog executiva sem terninho, existe sim um limitador em relação àquilo que a mulher pode ou não vestir no mercado de trabalho.

 

“Não indico, de forma alguma, roupas decotadas e de comprimento curto para o trabalho. Afinal, o ambiente profissional, por mais descontraído que seja, pressupõe cuidado com a aparência e respeito para com os colegas e para com a empresa”, afirma.

 

Quanto às peças, Fabi assegura que todas aquelas adquiridas para o trabalho podem ser usadas para sair. Segundo a blogueira, tudo depende da forma com são combinadas. “Você pode usar uma blusa de seda colorida, por exemplo, para o trabalho, combinando-a com uma bela saia lápis, e usá-la à noite, para a balada, com um jeans bacana, e uma bela sandália de salto. De outro lado, nem todas as peças adquiridas para o lazer, cabem no ambiente profissional, por mais informal que seja, como shorts jeans, rasteiras, dentre outros”, exemplifica.

 

Abertura e adequação

Hoje a sociedade e o ambiente corporativo já estão bem mais abertos do que há alguns anos. Mulheres de sucesso não precisam mais manter o padrão cabelo estilo chanel e terninho. Muitas têm tatuagens, usam piercings e mantêm seus cabelos compridos.

 

Mas a consultora ainda acredita que há segmentos que são mais liberais do que outros e que a pessoa tem que se adaptar aos códigos da profissão que escolheu. “Se você trabalha no meio publicitário, por exemplo, as tatuagens e piercings são normais, e combinam com o clima mais despojado. Já no ambiente jurídico, prefiro dizer que eles não combinam”, considera.

 

Para Fabi, não se trata de proibição ou de indicar que a pessoa que os tem não é capaz, mas sim que, na verdade, são incompatíveis com o ambiente profissional que a pessoa escolheu para atuar. Nesses casos, ela lembra que basta o cuidado de esconder o exagero. “Costumo dizer que não é porque o seu estilo é o esportivo que vai perder a sua essência se não adotá-lo em seu ambiente de trabalho. Você pode, por exemplo, trazer o universo esportivo para a sua vida profissional, de uma forma mais elegante, adotando peças de corte reto, de tecidos tecnológicos, e alguns acessórios que remetam ao esporte, mas sem efetivamente parecer que está saindo para a academia”, aconselha.

 

Cuidado com os exageros

Talvez o maior pecado das vestimentas no mercado de trabalho sejam os extremos. A executiva moderna não precisa (e talvez nem deva mais) usar somente o terninho cinza, preto, marinho e o scarpin preto. Mas, igualmente, se vestir como se estivesse em plena festa ou balada também não combina. “As clássicas costumam ter em mente que só serão levadas ‘a sério’ se estiverem vestidas sobriamente, e costumam ter como lema que o que deve sobressair é a sua capacidade técnica, e não o seu visual. As ‘exageradas’, por sua vez, são muito vaidosas e perdem a noção ao misturar tudo, chamando a atenção pelo seu visual, muito mais que pela sua capacidade técnica”, afirma.

 

Outro ponto apontado pela especialista para que a executiva se vista bem é que ela tenha total noção do seu tipo físico e saiba o que lhe cai melhor. “Um dos maiores erros, por exemplo, é continuar a usar as mesmas peças mesmo depois de ter engordado ou emagrecido alguns quilos. A dica é: se engordou ou emagreceu e as roupas estão apertadas ou literalmente ‘caindo’ no corpo, adquira ao menos duas peças clássicas que lhe caiam bem (calças de alfaiataria, por exemplo), ao menos enquanto não volta ao seu peso anterior”, orienta.

 

Para imprimir um estilo mais pessoal e quebrar um pouco a sobriedade das profissões que tem como “uniforme” trajes mais formais, o uso correto dos acessórios é uma boa alternativa. “Nada impede de a executiva adotar, neste caso, uma bolsa com detalhes. Para equilibrar, basta combiná-la com um look mais sóbrio, e pronto. Uma dica é escolher algo que seja o foco de atenção do look. De qualquer forma, alguns acessórios são para o final de semana ou festas. Não faz sentido, por exemplo, você ir trabalhar com uma rasteira com detalhes em pedraria, ou uma bolsa de franjas (salvo no casual day)”.

 

Outro mito que Fabi quebra é o de que a mulher precisa ter peças diferentes para sair e trabalhar. Para ela, todas as peças adquiridas para o trabalho podem ser usadas para sair. “A estratégia é como combiná-las”, explica. Entretanto, nem todas as peças informais podem ser adaptadas para o dia a dia profissional. É desnecessário um guarda-roupa completo para sair e outro para trabalhar, visto que os custos envolvidos são altos e, na prática, muitas das peças acabam não sendo usadas. O ideal é montar um guarda-roupa com peças curingas, que possam ser usadas em várias situações, e recheá-lo com acessórios que sejam capazes de transformar o look profissional, em look de lazer, como por exemplo, colares de maior impacto, clutches ou uma sandália poderosa. “Com elas, a executiva terá a base de muitas combinações, já que são peças curingas. Depois, é só acrescentar algumas itens e acessórios da estação, a fim de modernizar o look”, finaliza.

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Rê Spallicci