fbpx Stress – O uso excessivo de equipamentos eletrônicos pode afetar sua vida

Estar sempre conectado prejudica a nossa saúde!

RENATA SPALLICCI

Carreira

09/04/2019

Stress: Estar sempre conectado pode te deixar doente.

Como os dispositivos digitais podem estar afetando sua saúde negativamente.

Os computadores, tablets, smartphones revolucionaram nossa forma de trabalhar, viver e até nos relacionar… Realmente, eles são essenciais em nossas rotinas e nos ajudam demais! Mas, como tudo na vida, o excesso é sempre prejudicial. E não é raro a gente ouvir relatos de pessoas que, ao final de um dia cansativo de trabalho, estão com os olhos secos e cansados, a cabeça e pescoço doendo, e até mesmo se sentindo nauseadas, depois de ficarem horas e horas à frente do computador. E você já teve esses sintomas? Então, fique atento, porque este estilo de vida pode estar lhe deixando doente! Acompanhe! 

Os riscos que os aparelhos digitais podem trazer

Cuidado! Estar sempre conectado faz mal a sua saúde!

De acordo com um relatório do The Vision Council, mais de 90% dos adultos americanos passam duas ou mais horas por dia em frente a algum tipo de tela, quase 60% gastam cinco ou mais horas, e 30% disseram que olham para telas mais de nove horas por dia. E, certamente, os números no Brasil não são nada diferentes, apesar de não termos dados oficiais que comprovem. 

Mas é só dar uma olhada ao redor para vermos o quanto cada vez mais as pessoas trabalham por mais horas em seus escritórios, com jornadas de trabalho que passam das dez horas, olhando para os computadores. E, quando não estão trabalhando, as telas dos celulares são o principal atrativo. Então, o que nos faz mal no excesso do uso desses dispositivos? É o que vou mostrar para vocês 

Luz azul

A maioria das telas digitais é retroiluminada e emite luz azul, ou comprimentos de onda de luz de alta energia visível (HEV). Estudos mostram que a superexposição a esta luz pode contribuir para a fadiga ocular e desconforto, e até levar a condições mais graves, como degeneração macular.

A luz azul também mostrou suprimir a melatonina – o hormônio do sono – dessincronizando o relógio biológico e causando uma sensação artificial de vigília. E isso pode levar a uma série de outras complicações, como desequilíbrio hormonal, depressão e até mesmo inflamação cerebral.

Hormônio do cortisol

O hormônio do cortisol ajuda o corpo a gerenciar situações estressantes, aumentando os níveis de açúcar no sangue e reduzindo a resposta do sistema imunológico. Mas a pesquisa mostrou que o uso prolongado de dispositivos eletrônicos pode superestimular sua produção de cortisol – o que pode ter efeitos notáveis ​​no cérebro. Os níveis excessivos de cortisol podem não apenas enfraquecer sua capacidade de controlar o estresse, mas podem realmente fazer com que o cérebro encolha, o que compromete sua capacidade de se concentrar, tomar decisões, julgar e interagir socialmente.

Problemas para as crianças

Não é preciso muito mais do que a observação para vermos o quanto de tempo as crianças vêm passando em frente aos dispositivos eletrônicos. Usando dados americanos como nível de comparação, a maioria das crianças americanas gasta cerca de três horas por dia assistindo à TV. E, quando você considera computadores, tablets e dispositivos de jogos, esse número sobe para cerca de cinco a sete horas por dia. Certamente, aqui não é muito diferente.

Como as crianças são muito mais sensíveis e maleáveis ​​do que muitos imaginam, não é preciso muito estímulo eletrônico para prejudicar suas mentes e corpos ainda em desenvolvimento. E o tempo de tela cada vez maior tem levado a problemas de sono, humor e cognitivos, incluindo:

  • Sobrecarga sensorial
  • Falta de sono restaurador
  • Hiperestimulação do sistema nervoso
  • Estados depressivos
  • Níveis de atividade física reduzidos
  • Atenção dispersa
  • Esgotamento de reservas mentais
  • Desenvolvimento emocional atrofiado

Níveis de insulina

Em um estudo realizado com quase 500 jovens de 16, aqueles que passaram mais de duas horas por dia usando computadores e outros dispositivos digitais tiveram níveis de insulina mais altos do que aqueles que passaram menos tempo na frente da tela.

A insulina desempenha um papel crítico no metabolismo e nos  níveis de açúcar no sangue. Quando a insulina se torna muito alta por muito tempo, as células do corpo começam a ignorá-la, tornando-se menos eficiente em absorver glicose e produzir energia.

Isso significa que a maior parte do que você come será convertida em gordura, e seu corpo começará a acumular mais dessa gordura em seu fígado. Outros sinais e sintomas da insulina cronicamente elevada incluem obesidade abdominal, aumento de açúcar no sangue, acne, perda de cabelo e hipertensão arterial.

Como evitar

Bom, acho que já há motivos suficientes para a gente perceber que o uso exagerado dos dispositivos eletrônicos pode estar nos deixando doentes! Mas aí você me pergunta: “Rê, como evitar isso? Não dá para me desconectar do mundo”. Sim, esta é uma realidade com a qual temos que lidar, mas podemos nos organizar para diminuir progressivamente o uso das telas.

No trabalho, evite levar o computador para reuniões. O velho e bom caderno de papel pode ser um excelente companheiro para anotações (afinal, era assim que fazíamos, lembra?) e lhe dará umas horas de refresco das telas.

No dia em que trabalhar muito em frente ao computador, deixe aquele capítulo da série da Netflix para outro dia e use seu tempo livre para a leitura de um bom livro.

Há aplicativos que limitam o uso do celular a um determinado período. Tente usá-los. Você verá que umas horas a menos por dia no dispositivo não vão deixá-lo fora do mundo, mas vão  ajudá-lo muito a ter uma vida mais saudável!

E é claro, faça atividades físicas! Além de elas evitarem  que você passe mais horas na frente dos eletrônicos, muitos dos males causados pelo uso desses dispositivos são neutralizados com a prática de exercícios!

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Busque seu propósito. Deixe seu legado.

Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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