fbpx Renata Spallicci - mulheres nos jogos 2020 – no Dia Internacional das Mulheres uma análise sobre como deve ser a participação das mulheres nos Jogos Olímpicos 2020.

Dia internacional da mulher

RENATA SPALLICCI

Realização

08/03/2020

Dia internacional da Mulher – Nossas atletas dando show!

Uma análise sobre as possibilidades de medalha das mulheres nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

7 min de leitura

Hoje, dia 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Uma data para marcar as conquistas e batalhas femininas e reforçar a necessidade de continuar a busca por direitos iguais em todas as esferas da sociedade.

E, como sou uma pessoa muito comprometida com as  nossas causas, posso dizer que os textos que você vai ver hoje, na maioria das publicações, são temas presentes nas minhas pautas do dia a dia… Afinal, desde o início do blog, levantar a bandeira das causas e dar visibilidade às mulheres destaque em todos os setores da sociedade, discutindo temas como as condições da mulher no mercado de trabalho, as desigualdades do mundo corporativo, a liderança feminina, os preconceitos, os julgamentos, foram, são e serão temas constantes por aqui, 365 dias por ano.

Então, como eu gosto de nadar contra a corrente, hoje eu resolvi trazer uma matéria um pouco diferente para este dia 8 de março.

Claro que vou falar de mulheres, mas, unindo minha paixão ao esporte com a força das nossas conquistas, quero trazer um pouco sobre nossas atletas olímpicas, já que estamos a poucos meses do maior evento esportivo mundial.

Afinal, você sabia que, segundo análise de especialistas, é provável que as mulheres brasileiras conquistem mais medalhas que os homens nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020? Quer saber por quê? Então, vamos lá!

Melhor desempenho nos mundiais

É claro que esta análise de quem manja dos esportes olímpicos não acontece simplesmente em suposições. A projeção é feita com base nos Campeonatos Mundiais do ano passado. Isso porque, somadas todas as modalidades olímpicas, o Brasil conquistou 21 medalhas, sendo que dez foram parar nos pescoços femininos e dez ornamentaram os peitorais masculinos, completada por uma medalha mista (a prova por equipes do judô, que conta com homens e mulheres).

Ué, mas se o número de medalhas foi igual entre ambos, por que imaginar que as mulheres vão se sair melhor nos Jogos? – você deve estar se perguntando. Porque, segundo as análises, as mulheres brasileiras com chances de medalha, hoje, são mais favoritas do que os homens, se analisarmos de uma forma geral as possibilidades da delegação brasileira.

Além disso, nos últimos anos, as mulheres brasileiras vêm tendo um desempenho ano a ano melhor, o que vem se refletindo em excelentes marcas em mundiais dos mais diversos esportes.

Lógico que isso não é sobre ser “melhor” do que os homens ou uma competição entre os sexos na delegação brasileira. Mas é sobre o quanto o esporte feminino que, de 129 medalhas conquistadas na história olímpica do Brasil, só conquistou 29, pode, nesta Olimpíada, pela primeira vez na história, ter até mais medalhas do que os esportes masculinos.

Nossas destaques douradas

O principal destaque da delegação do Brasil está na prova do street do skate feminino, em que o País tem Pamela Rosa, atual campeã mundial, Rayssa Leal, prata na mesma competição, e Letícia Bufoni, campeã em 2015. Existem chances até de um pódio triplo, o que seria inédito para o Brasil na história dos Jogos.

“Em 1996, o vôlei de praia feminino conseguiu uma dobradinha: Jaqueline e Sandra foram campeãs após vencerem, na decisão, Adriana e Mônica. Ali, foram as primeiras medalhas das mulheres na história dos Jogos, 76 anos depois do primeiro pódio masculino do País, em 1920.

Outra postulante a uma medalha é Beatriz Ferreira. No ano passado, ela conquistou o Campeonato Mundial, realizado na Rússia. Agora, ela tem, nada mais, nada menos, do que 25 medalhas em 26 competições disputadas na carreira. Tá bom ou quer mais? Quer mais? Ok, então, em 2019, ela foi também campeã dos Jogos Pan-Americanos, levando o prêmio de melhor atleta do País pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Carregando no nome um sinônimo de medalhas olímpicas no Brasil, Martine Grael compete na vela, ao lado de Kahena Kunze. Medalha de prata no Campeonato Mundial do ano passado, a dupla é líder do ranking e vencedora do evento-teste, em Tóquio.

Mais uma aposta verde e amarela, a judoca Mayra Aguiar, que conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de 2019, obteve seu sexto pódio na história da competição e, em 2020, conquistou a prata no Grand Slam da Alemanha. Este é um exemplo clássico da frase: lute como uma garota!

Tradição de medalhas nos jogos, o nosso vôlei de praia deve também estar bem representado pela dupla Ágatha e Duda. Apesar de no ano passado elas terem tido uma temporada irregular, este ano começaram com o título de uma etapa do Circuito Nacional.

Fechando aquelas atletas que podem até beliscar um ouro, temos Ana Marcela CunhadaMaratona aquática. Quinta colocada no Campeonato Mundial de 2019 nos 10 km, que é a prova olímpica, Ana Marcela começou o ano de 2020 com a medalha de prata na etapa de Doha do Circuito Mundial.

Para subir no pódio

E, se aumentarmos o leque para as atletas que, mesmo sem ter um favoritismo mais explícito para um ouro, podem beliscar uma prata ou bronze, a lista ficará ainda maior, com menções à Nathalie Moellhausen, da esgrima, Ana Patrícia e Rebecca, também do vôlei de praia, as meninas do vôlei de quadra que, apesar dos maus resultados recentes sempre são postulantes a medalhas, e a ginasta Flávia Saraiva.

Correndo por fora, mas, com possibilidade de surpreender, ainda temos Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima, do surfe, Milena Titoneli, do taekwondo, Ana Sátila, Canoagem slalom, Erica Sena, atletismo, Valéria Kumizaki, karatê e Maria Suelen, do judô.

Bom, é isso! Neste Dia Internacional da Mulher, quis trazer o esporte como um exemplo de quanto vale cada luta que temos no dia a dia pela igualdade. Quem diria que, um dia, poderíamos pensar em ter tantas medalhas olímpicas como os homens? E nunca é demais lembrar que, normalmente, com patrocínios e visibilidades menores, hein? Mas graças àquelas que desbravaram, lutaram, superaram barreiras, podemos talvez vislumbrar este feito! Como vejo o esporte como um espelho da vida, gostaria que usássemos este exemplo em todas as esferas da vida e que sejamos todas desbravadoras e lutadoras pela igualdade, hoje e sempre!

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Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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