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Dica de filme- Ruth e Alex ensina que as diferenças podem nos tornar mais fortes

6 min de leitura

Dica de filme: Ruth e Alex ensina que as diferenças podem nos tornar mais fortes

Renata Spallicci fala sobre o filme Ruth e Alex que ensina sobre lidar com as diferenças e também sobre a necessidade de tomarmos a rédea de nossas vidas.

 3 de maio de 2016

Gente! Assisti a um filme um dia desses que achei muito top e queria falar um pouco sobre ele com vocês. Leve, divertido e bonito, o filme, Ruth e Alex, conta a história de um casal que está junto há décadas e decide colocar à venda o apartamento onde mora há 40 anos.

Lendo assim parece uma história boba, mas a forma como o filme é construído e a relação do dois protagonistas,  Ruth (Diane Keaton) e Alex (Morgan Freeman), torna um filme muito sensível e um  daqueles a que a gente assiste e nem sente o tempo passar.

Enquanto o casal tenta vender o imóvel,  com a ajuda de uma corretora, sobrinha de Ruth,  eles vão relembrando pontos importantes de suas vidas e o quanto aquele imóvel faz parte da história deles.

Mas o que mais me tocou na trajetória do casal foi como eles se complementam, se respeitam e, acima de tudo, se amam. Não aquele amor romântico que costumamos ver nos filmes, sobretudo americanos, mas o amor real, de cumplicidade, companheirismo e amizade.

Alex, apesar de ser um artista, é o ponto racional da relação, pesando sempre os prós e contras e agindo mais com a mente que com o coração. Ruth é a emocional, que se abala mais facilmente com qualquer pressão, que toma atitudes impulsivamente. Mas, apesar da forma diferente de encararem os problemas, eles poucas vezes se acusam por essa forma particular de cada um deles lidar com os contratempos. O que demonstra, implicitamente, que Ruth e Alex entendem que o segredo da relação entre eles está exatamente naquilo que os difere e os complementa.  Não é à toa que o casal é constituído  por um negro e uma branca que se apaixonaram em plena década de 1960,  em que  a luta pela igualdade dos direitos civis dos negros era um assunto efervescente na sociedade norte-americana.

Sabe, muitas vezes, tendemos a querer que nossos amigos, companheiros, colegas, enfim, todos aqueles com quem nos relacionamos, pensem exatamente como pensamos, ajam exatamente como agiríamos, quando, na verdade, o grande segredo de sucesso de equipes, casais e amigos é exatamente a complementaridade. Eu acredito que se todos pensarem de modo igual, perderemos a oportunidade de olharmos por outro ângulo, de aprendermos e  trocarmos experiências,  e é isso que nos enriquece e nos torna melhores, concordam?.

Outro ponto que me chamou atenção no filme é que um dos motivos que  leva os personagens  a quererem mudar de apartamento é a falta de elevadores, o que, num futuro próximo, poderia vir a ser um problema para eles, dada a idade avançada do casal.

Mas, por várias vezes, Alex se questiona se realmente eles deveriam se preocupar com aquilo naquele momento. Se, no presente,  eles tinham físico para subir as escadas, será que não deveriam viver a vida no local que amavam, ao invés de se preocuparem tanto com uma possibilidade futura? E, quantas vezes, a gente também não age da mesma maneira em nossas vidas? Vislumbramos um problema lá na frente, nos preocupamos com ele e tomamos atitudes que não gostaríamos de tomar para evitar aquele futuro obstáculo, ao invés de simplesmente viver um dia de cada vez e aproveitar as alegrias que nos são oferecidas.

Para ilustrar isso, o filme usa uma interessante alegoria. Ruth e Alex têm uma cachorrinha doente e, em um momento do filme, o veterinário lhes fala  que a cadelinha não estava sofrendo, porque ela, diferentemente de nós, vivia o momento, sem amarguras com o passado e sem projeções para o futuro. E isso os faz refletir também sobre  vender ou não o imóvel.

Por fim, o filme nos mostra a necessidade de termos sempre o controle de nossas vidas e de não tomarmos atitudes baseadas no que os outros pensam, no que seria “normal” naquele contexto ou no que a sociedade espera de nós.

Ruth e Alex são um casal,  um negro e uma branca que casaram desafiando a estrutura racista americana, foram para o bairro do Brooklin, quando o local era considerado ruim para se morar e não um lugar descolado como é visto agora, não tiveram filhos e souberam lidar bem com isso. Alex pinta o que gosta e não o que o mercado lhe pede. Enfim, eles sempre estiveram com as rédeas de suas vidas nas mãos. E, para isso, eles contam com o principal bem que podemos ter: o amor, o companheirismo e a amizade!

Se assistirem ao filme por minha indicação, espero que gostem!

Gratidão de ter vocês comigo!

 

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Rê Spallicci






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