fbpx Psicologia positiva – aprenda como você pode mudar a sua vida, concentrando-se nas emoções e palavras positivas!

Saiba como transformar a sua vida para melhor!

RENATA SPALLICCI

Realização

16/05/2017

Psicologia positiva – saiba como transformar a sua vida!

Concentrar-se nas coisas boas da vida e pensar de maneira positiva pode levá-lo a uma existência muito mais completa e plena

Desde pequena, aprendi com a minha mãe que palavras e expressões negativas deveriam sempre ser evitadas. “Eu morro de vontade”… “Fico doente só de pensar”…
Enfim, se eu dissesse algo próximo disso, perto da minha mãe, era bronca na certa. Cuidado, Renata, as palavras têm poder, ela me dizia!

Realmente, eu acredito que ações e expressões negativas atraem energias negativas e, por isso, devem sempre ser evitadas. E eu, como uma menina obediente que sou (hehehe), cresci levando essa atitude de positividade para a minha vida.

De uns tempos para cá, aquilo que a minha mãe já pregava empiricamente, vem sendo comprovado pela psicologia, mais especificamente pela denominada psicologia positiva.

Esse tema sempre fez parte da minha vida, dos meus valores e da minha criação e, recentemente, no curso no qual fiz minha formação de coaching (momento que eu já relatei em detalhes no artigo Como eu me transformei e como vou transformar você), o presidente do IBC, José Roberto Marques, falou muito sobre essa ciência, e eu fiquei ainda mais interessada. Desde então, venho lendo e estudando muito sobre a psicologia positiva e é um pouco do aprendizado que tive sobre esse assunto que vou dividir agora com vocês.

 

O que é psicologia positiva

O que é a psicologia positiva

Desenvolvida nos anos 1990 pelo professor Martin Seligman, este ramo da psicologia se dedica a estudar as emoções positivas (felicidade, prazer), traços positivos do caráter (sabedoria, criatividade, coragem, cidadania, etc.), relacionamentos positivos (amizade, confiança, vínculos afetivos saudáveis) e as instituições positivas (escolas, empresas e comunidades).

É uma ciência de aspectos da vida humana, tais como felicidade, bem-estar e florescimento. Pode ser assim resumida nas palavras de seu fundador:

“Estudo científico do ótimo funcionamento humano que visa descobrir e promover os fatores que permitem que indivíduos e comunidades prosperem”.

De acordo com o professor James Pawelski, Diretor de Educação, no Positive Psychology Center da Universidade de Pensilvânia, a psicologia positiva começou com o objetivo de ampliar o foco da psicologia tradicional em reparar o pior na vida das pessoas, para aprofundar o nosso entendimento e práticas para ajudá-las a construírem boas vidas que lhes permitissem florescer.

A psicologia tradicional frequentemente enfatiza as deficiências dos indivíduos, enquanto que essa abordagem específica focaliza os potenciais. Sua aspiração é trazer sólida investigação empírica em áreas como bem-estar, fluxo, forças pessoais, sabedoria, criatividade, saúde psicológica e características de grupos e instituições positivas. Em vez de explorar aspectos para corrigir ansiedade, depressão e esquizofrenia, a psicologia positiva procura maneiras de construir alegria, otimismo e coragem.

Isso não quer dizer que a psicologia positiva queira eliminar os aspectos negativos da vida. De forma alguma, até porque eles sempre existirão e são essenciais para o nosso crescimento. No entanto, à medida que o corpo de pesquisas da psicologia positiva cresceu, ficou claro que práticas positivamente orientadas também podem ajudar a reparar partes negativas de nossas vidas, e as emoções e experiências negativas podem ajudar a facilitar o crescimento positivo. Por outro lado, muita influência positiva pode levar a comportamentos arriscados e negativos.

“A boa vida requer o equilíbrio ótimo entre o positivo e o negativo”, enfatiza o professor James.

 

Por que a psicologia positiva é importante?

De acordo com psicólogos positivos, durante a maior parte de sua vida, a psicologia tradicional tem se preocupado com os aspectos negativos da vida humana. Houve espasmos de interesse em temas como a criatividade, otimismo e sabedoria, mas estes assuntos não foram estudados a fundo a ponto de formularem teorias ou um quadro amplo e abrangente.

É claro que essa situação bastante negativa não era a intenção original dos primeiros psicólogos, mas acabou acontecendo por meio de um acidente histórico. Antes da Segunda Guerra Mundial, a psicologia se apoiava em três principais tarefas: a cura da doença mental, melhorar a vida normal e identificar e nutrir talentos.

No entanto, após a grande guerra, as duas últimas tarefas de alguma forma se perderam, deixando o campo livre para todos os profissionais se concentrarem predominantemente na primeira.

Dado que a psicologia como ciência depende muito do financiamento de órgãos governamentais, não é difícil adivinhar como os recursos ficaram destinados depois da Segunda Guerra Mundial. Compreensivelmente, enfrentando uma crise humana em uma escala tão enorme, todos as verbas disponíveis foram investidas em aprender sobre e o tratamento de doenças psicológicas e psicopatologia.

E assim, a psicologia passou a operar dentro de um modelo de tratar doenças. Inegavelmente, este modelo provou ser muito útil, O próprio Martin Seligman destaca as vitórias do modelo de foco nas doenças, que são, por exemplo, a cura de males que eram dados como incuráveis, a exemplo da depressão, do transtorno de personalidade ou ataques de ansiedade, que agora podem ser tratadas com sucesso.

Entretanto, os custos da adoção deste modelo de “tratar doenças” incluíam a visão negativa dos psicólogos como “vitimólogos” e “patologistas” e a incapacidade desses profissionais de lidar com a melhoria de vidas normais e a identificação e nutrição de talentos.

Apenas para ilustrar, se você diz a seus amigos que está consultando um psicólogo, qual é a resposta mais provável que você obtém? “O que você tem?”ou: “Ótimo:você está planejando se concentrar no autoconhecimento?” Certamente, a primeira resposta é a mais usual…Afinal, todos nós ainda temos uma percepção da psicologia como uma ciência para tratar problemas, embora ela possa ir muito além disso!

 

A psicologia positiva e o autoconhecimento

Muitos psicólogos admitem que temos pouco conhecimento do que faz com que a vida valha a pena ser vivida ou de como as pessoas normais florescem sob condições usuais e não extremas.

Porém, recentemente, o mundo ocidental tem superado o raciocínio de um modelo exclusivamente de doença da psicologia para aprender sobre vidas normais.

Talvez seja agora o momento de reunir conhecimentos sobre forças e talentos, poder de realização elevada, autoconhecimento, trabalho e relacionamentos. É exatamente este o raciocínio por trás da criação da psicologia positiva. E é por isso que esse tema me fascina tanto!

No entanto, a psicologia positiva ainda não é outra coisa senão a psicologia, adotando o mesmo método científico. Ele simplesmente estuda tópicos diferentes (e muitas vezes muito mais interessantes) e faz perguntas ligeiramente diferentes, como “o que funciona?”, Em vez de “o que não funciona” ou “o que está certo com essa pessoa”, em vez de “o que está errado?”

 

Os três níveis de psicologia positiva

A ciência da psicologia positiva opera em três níveis diferentes – o nível subjetivo, o nível individual e o nível do grupo.

O nível subjetivo inclui o estudo de experiências positivas como alegria, bem-estar, satisfação, contentamento, felicidade, otimismo e fluxo. Este nível é sobre sentir-se bem, ao invés de fazer o bem ou ser uma boa pessoa.

No próximo nível, o objetivo é identificar os constituintes da “boa vida” e as qualidades pessoais necessárias para ser uma “boa pessoa”, por meio do estudo das forças e virtudes humanas, do futuro, da capacidade de amar, perseverança, perdão, originalidade, sabedoria, habilidades interpessoais, entre outros aspectos.

Finalmente, no que se refere ao nível do grupo ou da comunidade, a ênfase recai sobre as virtudes cívicas, responsabilidades sociais, educação, altruísmo, civilidade, tolerância, ética de trabalho, instituições positivas e outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da cidadania e das comunidades.

 

Como usar a psicologia positiva para transformar a sua vida

O que mais me chama atenção na psicologia positiva é que ela tem o objetivo de nos ensinar a sermos mais felizes e desfrutarmos de uma vida plena, em vez de simplesmente nos dar fórmulas de como sermos menos ansiosos e estressados. E isso é fantástico! Afinal, nada melhor do que ser capaz de ajudar outras pessoas a encontrarem maior satisfação e significado, em vez de apenas lidar com as necessidades da vida.

Há muitas coisas que a ciência da psicologia positiva tem ensinado ao mundo desde a sua introdução, há pouco mais de uma década. Ou seja, mostrar como a maioria das pessoas são felizes e resistentes e que fortes relações são críticas para o sentimento de felicidade, mas talvez o mais significativo é que a vida boa e plena pode ser ensinada. Não é pelo destino ou genética que as pessoas se tornam felizes. A felicidade é uma jornada que devemos fazer por meio da descoberta, da tentativa e erro, de ler e aprender e experimentar tudo o que a vida tem para oferecer. Então, como essa descoberta científica pode ajudar sua vida?

Não tenha medo de correr riscos e experimentar. Cresça fora de sua zona de conforto e faça algo um pouco louco. Explore uma nova cidade, conheça um novo amigo, experimente um novo prato. Faça uma aula que você nunca teria pensado em fazer, leia um livro de um gênero que você pensou que odiaria. Tente um novo exercício, uma nova fruta, faça uma receita a partir do zero. Navegue pela internet e aprenda algo novo. Descubra novos heróis e figuras inspiradoras. Veja o nascer do sol e o pôr do sol. Pratique um novo esporte, aprenda um novo idioma. Tente um novo hobby. Tente pintar. As ideias são infinitas.

Mantenha sua mente flexível, sempre lendo e aprendendo algo novo. Leia um novo artigo de blog por dia (aqui no blog tem um monte de opções bacanas…rs) ou um novo capítulo de um livro inspirador (que tal o meu Do sonho à realização…rs). E mantenha seu coração cheio nutrindo seus relacionamentos com sua família e amigos. Dê abraços e beijos e fale mais ao telefone e pessoalmente ao invés de só ficar no WhatsApp. Tenha conversas profundas e significativas.

Pense nos aspectos positivos, não nos negativos. Sempre que você se surpreender pensando em um pensamento negativo sobre si mesmo, reescreva-o em sua mente, para que ele afirme algo positivo. Reveja essa afirmação todos os dias e leia seus objetivos para manter essa visão em sua mente.

Pense em seus objetivos por um prisma positivo, nunca negativo. Por exemplo, afirme que você deseja alcançar a abundância financeira e não sair das dívidas. Treinar e malhar todos os dias para se tornar uma pessoa saudável e bonita, e não para perder peso. Diga que você quer apenas colocar as coisas saudáveis ​​em sua boca, não diga que você quer parar de comer junkfood ou beber álcool. Pense no que substituir em sua vida, não no que se livrar!

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Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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