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COVID-19: A forma como trabalhamos nunca mais será a mesma

RENATA SPALLICCI

Carreira

06/05/2020

COVID-19: A forma como trabalhamos nunca mais será a mesma

Os reflexos da pandemia no futuro do mercado de trabalho

8 min de leitura

Em apenas alguns meses, a pandemia de coronavírus alterou o dia a dia das pessoas em todo o mundo. E as mudanças que vimos acorrerem em semanas terão reflexos bastante duradouros.

Tanto que muitos especialistas acreditam que o mundo nunca mais será o mesmo pós- pandemia, e isso se aplica principalmente ao mercado de trabalho e à forma como trabalhamos.

Por isso, hoje, listei oito pontos que especialistas entre futuristas, especialistas em emprego, CEOs e designers acreditam que sofrerão mudanças profundas nos próximos meses e anos. 

Vamos a elas?

Escritórios podem se tornar um símbolo de status e de atração de talentos

COVID-19: A forma como trabalhamos nunca mais será a mesma

COVID-19: A forma como trabalhamos nunca mais será a mesma

Em apenas alguns meses, a pandemia de coronavírus alterou o dia a dia das pessoas em todo o mundo. E as mudanças que vimos acorrerem em semanas terão reflexos bastante duradouros.

Tanto que muitos especialistas acreditam que o mundo nunca mais será o mesmo pós- pandemia, e isso se aplica principalmente ao mercado de trabalho e à forma como trabalhamos.

Por isso, hoje, listei oito pontos que especialistas entre futuristas, especialistas em emprego, CEOs e designers acreditam que sofrerão mudanças profundas nos próximos meses e anos. 

Vamos a elas?

Escritórios podem se tornar um símbolo de status e de atração de talentos

Após a pandemia, é provável que muitas empresas optem por dividir o tempo de seus colaboradores entre trabalhar em casa e em um escritório corporativo.

Com mais pessoas trabalhando remotamente, as empresas podem abrir hubs regionais ou fornecer acesso a espaços de trabalho onde quer que seus funcionários estejam concentrados, em vez de ter a maioria de sua força de trabalho em um escritório central.

Como resultado, a sede corporativa pode se tornar um símbolo de status para as empresas que ainda têm orçamento e uma força de trabalho grande  suficientes para garantir imóveis caros em uma grande cidade.

O investimento de uma empresa em sua sede pode se tornar uma maneira de recrutar talentos.

A maioria das reuniões será substituída por e-mail e mensagens instantâneas

É bem provável que sua agenda de trabalho pós-pandemia contenha menos reuniões no geral. Como já mostrei no artigo a transformação digital forçada, a pandemia tem sido um tipo de equalizador tecnológico, uma vez que  pessoas que antes não estavam acostumadas a usar ferramentas tecnológicas no local de trabalho, não tiveram escolha a não ser se adaptarem. E, em alguns casos, os trabalhadores estão se tornando mais eficientes.

Por isso, espere uma maneira geralmente mais ágil de trabalhar e se comunicar com os colegas: mais reuniões se tornarão e-mails e mais e-mails se tornarão mensagens instantâneas.

Pode ser o fim das viagens de negócios como as conhecemos

Com as viagens de todos os tipos interrompidas, o teletrabalho adotado em escala, e as empresas tendo que reduzir custos e equilibrar seus orçamentos, muitos especialistas acreditam que as viagens de negócios, como as conhecemos, serão coisa do passado.

A mudança das preferências dos consumidores e o maior interesse no distanciamento social limitarão grandes eventos em grupo, como conferências e convenções,  e diminuirão permanentemente o volume de viagens de negócios.

As empresas aprenderam que algumas viagens de negócios são desnecessárias e podem ser transformadas em  videoconferências.

Edifícios de escritórios podem se tornar grandes centros de conferência

Com a reformulação do prédio de escritórios como o símbolo de status final, seu principal objetivo pode mudar.

Isso pode significar menos escritórios fechados e mais espaços de reunião para sediar reuniões, conferências e outros eventos em toda a empresa.

Além disso, a planta do escritório aberto provavelmente permanecerá. Apesar das críticas de que reduzem a produtividade, é provável que as empresas ainda usem o layout em um esforço para reduzir os custos imobiliários: as mesas podem ficar espaçadas, as partições podem subir, as estações de limpeza abastecidas com desinfetante para as mãos e toaletes antibacterianos se tornarão a norma.

O fim do horário comercial

Vamos combinar que, aqui no Brasil, o padrão de horário de trabalho das 9 às 18 horas já ruiu faz tempo, mas é provável que com mais pessoas trabalhando em casa e fazendo malabarismos com as demandas da vida profissional e doméstica, muitos empregadores adotaram regras mais flexíveis de horário de trabalho.

Para manter um senso de estrutura, os empregadores terão que definir as expectativas de quando precisam de todos no escritório ou on-line para reuniões  e outras atividades da equipe. Além disso, para criar um equilíbrio entre tempo de trabalho e tempo pessoal, funcionários e gerentes terão que trabalhar juntos para garantir que ninguém se sinta pressionado a responder a e-mails e mensagens, a qualquer hora do dia.

Auxílio para escritório doméstico

Quando o Twitter e a empresa de comércio eletrônico Shopify emitiram pedidos obrigando seus funcionários a trabalharem de casa, os dois empregadores forneceram à equipe recursos adicionais para facilitar a transição para o trabalho remoto.

No Shopify, os trabalhadores receberam US $ 1.000 para comprar os suprimentos necessários para os seus escritórios em casa. Enquanto isso, no Twitter, todos os funcionários receberam reembolso por equipamentos de escritório em casa, incluindo mesas, cadeiras e almofadas ergonômicas.

Para que o trabalho remoto seja eficaz, os empregadores terão que fornecer aos funcionários os recursos necessários para serem produtivos.

O local de trabalho pode se tornar mais justo para as mulheres

Com muitos locais de trabalho agora sendo forçados a operar remotamente, a flexibilidade em longo prazo pode ter vindo  para ficar,  permitindo, assim, que mais mulheres permaneçam na força de trabalho, equilibrando a vida doméstica e profissional.

Essa mudança na estrutura do local de trabalho pode ter um considerável  impacto nas mulheres, pois elas são mais propensas que os homens a ajustarem suas carreiras para a família. De fato, aproximadamente 31% das mulheres que fizeram uma pausa na carreira, após ter filhos disseram que não queriam, mas precisaram, devido à falta de flexibilidade do empregador, de acordo com uma pesquisa Flex Jobs de 2019 com mais de 2.000 mulheres com filhos menores de 18 anos.

Essa interrupção, de acordo com a PayScale, pode facilmente custar às mulheres dezenas de milhares de dólares quando se somam os salários perdidos, o crescimento futuro dos salários, a aposentadoria perdida e as contribuições para a Previdência Social.

Uma cultura de trabalho mais flexível também pode criar mais equidade em casa, pois homens e mulheres são capazes de passar um tempo de qualidade com suas famílias.

Embora uma variedade maior de opções de trabalho não resolva todos os nossos problemas de equidade, outros países mostram que é possível criar uma cultura mais equilibrada em termos de gênero.

A automação pode ser acelerada

Enquanto os futuristas alertam há muito tempo sobre “robôs que roubam empregos”, a pandemia de coronavírus aumentou o medo de que a automação substitua os empregos dos trabalhadores. Por causa das medidas de distanciamento social, muitas organizações – de restaurantes a varejistas – foram forçadas a encontrar maneiras de operar com o mínimo possível  de funcionários presentes fisicamente. Um bônus adicional: robôs e algoritmos não podem ficar doentes.

Durante anos, as empresas têm trabalhado para automatizar trabalhos repetitivos por meio de algoritmos que podem concluir tarefas administrativas, robôs que podem otimizar a fabricação e drones que podem entregar mercadorias. E os pesquisadores descobriram que esse tipo de automação é adotado mais rapidamente durante as crises econômicas.

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Busque seu propósito. Deixe o seu legado.

Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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