fbpx Dia Mundial da Diabetes – saiba tudo sobre a doença que afeta milhões de pessoas e que pode ser fatal - Renata Spallicci

Dia Mundial do Diabetes

RENATA SPALLICCI

Realização

14/11/2019

#WorldDiabetesDay – 14 de novembro –Dia Mundial do Diabetes

Saiba tudo sobre a diabetes, fatores de risco, sintomas e muito mais.

Hoje, 14 de novembro, é celebrado em todo o mundo o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela Organização Mundial da Saúde, em resposta à crescente ameaça à saúde representada pelo diabetes. O Dia Mundial do Diabetes tornou-se um dia oficial das Nações Unidas, em 2006, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225. É marcado todos os anos nesta data por ser o aniversário de Sir Frederick Banting que, juntamente com Charles Best,  codescobriu a insulina em 1922.

Como o objetivo da data é justamente o de conscientizar e dar informações sobre a doença, nada melhor do que usar este meu espaço aqui do Blog para fazer parte desta campanha! Vamos saber mais sobre o  diabetes, sintomas, fatores de riscos, e ainda, fazer um teste para saber qual sua chance de contrair a doença? 

O que é diabetes?

O diabetes é uma condição séria proveniente do nível muito alto de glicose no sangue. Existem dois tipos principais, tipo 1 e tipo 2, embora haja outros tipos mais raros. São condições diferentes, mas ambas são sérias.

O que causa diabetes?

O que todos os tipos de diabetes têm em comum é que eles fazem com que as pessoas tenham muita glicose (açúcar) no sangue. Todos nós precisamos de um pouco de glicose, pois é o que nos dá energia. Obtemos glicose quando nosso corpo decompõe os carboidratos que comemos ou bebemos. E essa glicose é liberada em nosso sangue.

Também precisamos de um hormônio chamado insulina que  é produzido pelo pâncreas e  que permite que a glicose no sangue entre nas células e abasteça o corpo.

Se você não tem diabetes, o pâncreas detecta quando a glicose entra na corrente sanguínea e libera a quantidade certa de insulina, para que a glicose possa entrar nas células. Mas, se você tem diabetes, esse sistema não funciona.

Tipo 1 e Tipo 2

No diabetes tipo 1, o indivíduo não consegue produzir insulina; já o tipo 2 é um pouco diferente, uma vez que a  insulina que a pessoa produz pode não ser suficiente.

Nos dois tipos de diabetes, como a glicose não entra nas células, ela começa a se acumular no sangue. E muita glicose no sangue causa muitos problemas diferentes. Para começar, leva a sintomas de diabetes.

Durante um longo período de tempo, altos níveis de glicose no sangue podem danificar seriamente o coração, os olhos, os pés e os rins. Estes são conhecidos como  “complicações do diabetes”.

Mas com o tratamento e os cuidados certos, as pessoas podem viver uma vida saudável. E há muito menos risco de alguém sofrer essas complicações.

Quais são os sinais e sintomas do diabetes?

Você está preocupado que você, seu filho ou alguém que você conhece possa ter diabetes? Ter alguns dos sinais de diabetes não significa que você definitivamente tenha a doença, mas, deve procurar um médico,  se apresentar estes sintomas:

Os sintomas comuns do diabetes

Ir muito ao banheiro, principalmente à noite.

Sentir muita sede.

Sentir-se mais cansado do que o habitual.

Perder peso sem tentar.

Prurido genital ou candidíase.

Cortes e feridas que levam mais tempo para cicatrizar.

Visão embaçada.

Por que o diabetes cria esses sintomas?

Esses sintomas ocorrem porque parte ou toda a glicose permanece no sangue e não está sendo usada como combustível para energia. O corpo tenta reduzir os níveis de glicose no sangue, liberando o excesso de glicose do corpo na urina. Altos níveis de glicose sendo transmitidos na urina são um terreno fértil perfeito para a infecção por fungos que causam candidíase. Mas, nem todos têm sintomas. Na verdade, 6 em cada 10 pessoas não apresentam sintomas quando são diagnosticadas com diabetes tipo 2.

Eu tenho alguns sintomas de diabetes. E agora?

Se você tiver algum dos sintomas de diabetes, entre em contato com o seu médico. Isso não significa necessariamente que você tenha diabetes, mas vale a pena conferir – o diagnóstico, o tratamento e o bom controle precoces são vitais para uma boa saúde e reduzem as chances de desenvolver complicações sérias.

O que acontece se você ignorar os sinais de diabetes?

É difícil ignorar os sinais de diabetes tipo 1, porque os sintomas geralmente podem aparecer rapidamente. Mas deixá-lo sem tratamento pode levar a sérios problemas de saúde, incluindo cetoacidose diabética, que pode resultar em um coma potencialmente fatal.

Embora a maioria das pessoas com diabetes tipo 1 seja diagnosticada na infância e no início da idade adulta, os sintomas são os mesmos em qualquer idade. Adultos com diabetes tipo 1 podem não reconhecer seus sintomas tão rapidamente quanto as crianças, o que pode significar um atraso no diagnóstico e tratamento.

O diabetes tipo 2 pode ser mais fácil de ser identificado pelo paciente, pois se desenvolve mais lentamente, especialmente nos estágios iniciais, quando pode ser mais difícil detectar os sintomas. Mas o diabetes não tratado afeta muitos órgãos importantes, incluindo coração, vasos sanguíneos, nervos, olhos e rins. O diagnóstico precoce e o controle dos níveis de açúcar no sangue podem ajudar a prevenir essas complicações, portanto, verifique seu risco aqui.

Fatores de risco

Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm diabetes tipo 2. Pode surgir lentamente, geralmente acima dos 40 anos. Os sinais podem não ser óbvios ou não haver sinais; portanto, pode levar até 10 anos até que você descubra.

É por isso que é muito importante conhecer os fatores de risco.

Seu risco aumenta com a idade. Você corre mais risco se for branco e tiver mais de 40 anos;  ou mais de 25, se for afro-caribenho, negro-africano ou sul-asiático.

História de família

Você tem duas a seis vezes mais chances de ter diabetes tipo 2 se tiver um pai, irmão, irmã ou filho com diabetes.

Duas a quatro vezes mais probabilidade

O diabetes tipo 2 é duas a quatro vezes mais provável em pessoas de ascendência sul-asiática e afro-caribenha ou negra africana.

Pressão alta

Você corre mais risco se já teve pressão alta.

Excesso de peso

Você tem maior risco de diabetes tipo 2 se estiver acima do peso, principalmente se tiver com uma circunferência abdominal maior.

Outros fatores que podem afetar seu risco de diabetes tipo 2

Fumar

O tabagismo está associado a um maior risco de diabetes tipo 2 e também aumenta o risco de outras condições de saúde, como doenças cardíacas e câncer.

Diabetes gestacional

Diabetes gestacional é um tipo de diabetes que afeta mulheres grávidas, geralmente durante o segundo ou terceiro trimestres.

As mulheres também podem reduzir enormemente o risco de desenvolver diabetes gestacional, controlando o peso, comendo saudavelmente e mantendo-se ativas.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Síndrome do Ovário Policístico é uma condição que afeta os ovários. Os ovários fazem parte do sistema reprodutivo feminino que armazena e libera óvulos prontos para serem fertilizados. Cada óvulo se desenvolve em um pequeno inchaço cheio de líquido chamado folículo antes de ser liberado pelo ovário. Na SOP, vários folículos podem se desenvolver, mas nenhum deles se torna um óvulo que possa ser fertilizado. Esses folículos podem se tornar cistos.

As mulheres que têm SOP apresentam um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2. A SOP está associada à resistência à insulina e, portanto, a níveis mais altos de insulina circulando no sangue.

Condições de saúde mental

Certas condições de saúde mental também são um fator de risco para diabetes tipo 2, incluindo: esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão.

Se você estiver recebendo tratamento com medicamentos antipsicóticos, isso também pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, mas o risco é bastante baixo. É importante que você continue a tomar qualquer medicamento prescrito, pois  ajudará a gerenciar sua condição. Converse com seu médico ou com um membro da sua equipe de saúde, se estiver preocupado com possíveis efeitos colaterais.

Alguns desses medicamentos também podem causar ganho de peso, por isso é importante tomar medidas para gerenciar seu peso. E todos podem se beneficiar comendo bem e se movendo mais.

Estilo de vida sedentário

Se você passa longos períodos sentado (isso não inclui dormir), isso é conhecido como um estilo de vida “sedentário”. Ser sedentário está associado a um risco aumentado de diabetes tipo 2.

É importante lembrar que, mesmo se você fizer a quantidade recomendada de exercícios por semana, ainda poderá ter um estilo de vida sedentário. Isso ocorre porque ser sedentário é diferente de ser fisicamente inativo. Ser “fisicamente inativo” significa não fazer atividade física suficiente. Ser “sedentário” significa ficar sentado ou deitado por longos períodos.

Exemplos de comportamentos sedentários incluem:

Trabalhar em uma mesa por longos períodos sem se levantar;

Sentar-se enquanto estuda na escola ou em casa;

Sentar ou deitar enquanto assiste à televisão ou joga videogame.

Você deve tentar interromper os períodos em que fica sentado o mais rápido possível, realizando algumas atividades leves, como caminhar. Se você se sentar de frente para o computador o dia todo, tente mudar alguns hábitos, tais como:

  • Vá e fale com colegas em vez de enviar um email;
  • Faça pausas regulares para tomar um copo de água;
  • Tenha reuniões de caminhada;
  • Caminhe parte da sua jornada ou estacione um pouco mais longe do prédio em que trabalha.

Álcool

Beber muito álcool está associado a um risco aumentado de diabetes tipo 2. As diretrizes atuais recomendam não beber regularmente mais de 14 unidades por semana e que essas unidades sejam distribuídas uniformemente por 3-4 dias.

Beber muito em um ou dois dias por semana também aumentará o risco de outras condições de saúde, como certos tipos de câncer. As evidências parecem mostrar que beber com moderação está associado a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Dormir

Se você tiver uma qualidade de sono ruim, isso pode estar associado a um risco aumentado de diabetes tipo 2.

Espero que agora, conhecendo mais sobre a doença, fatores de riscos e sintomas, você possa ficar mais atento a qualquer problema que possa estar associado à condição. E que tal aproveitar a data e também compartilhar com familiares e amigos este artigo sobre a doença?

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Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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