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Estamos preparados para voltar às nossas rotinas?

RENATA SPALLICCI

Carreira

28/05/2020

Estamos preparados para voltar às nossas rotinas?

Quais os cuidados que devemos ter quando retornarmos às nossas rotinas de trabalho?

6 min de leitura

Ontem, o governo de São Paulo anunciou o retorno gradual das atividades no estado de São Paulo. Outros estados já haviam anunciado tais medidas e, pouco a pouco, o País vai se preparando para voltar às atividades, após um grande período de distanciamento social.

E a pergunta que fica é: será que, como indivíduos, estamos prontos para voltar? Qual  o papel importante que o  medo, a insegurança e a ansiedade vão desempenhar no próximo passo que daremos neste nosso novo mundo?

Com quase dois meses de bloqueio, a força de trabalho já se adaptou a uma nova rotina, longe das reuniões presenciais e do cafezinho nos corredores. Então, como será uma nova adaptação a um ambiente conhecido, mas que estará longe das condições normais?

Gerenciamento de crise

Sem uma vacina no horizonte imediato, as organizações irão reabrir as portas do escritório, enquanto o COVID-19 ainda está em cena, em um cenário de gerenciamento da crise, que, segundo previsões, deve durar até 2021. Este período consistirá em reorganizar a maneira como trabalhamos, viajamos, congregamos, comemos, nos movemos e nos conectamos.

Para os líderes empresariais, crucialmente, as novas regras deverão ser projetadas de maneira a proteger a saúde dos trabalhadores e manter a produtividade, que, mesmo contra a maioria das projeções, não sofreu grandes baques no período de trabalho remoto.

Por isso, o mais aconselhável talvez seja trazer as equipes de volta, pouco a pouco, tanto pela questão de saúde como de readaptação. Para estabelecer um processo de retorno gradual, as empresas podem trazer os trabalhadores de volta na ordem inversa em que os enviaram para casa para trabalhar, por exemplo. O agendamento de turnos rotativos para os funcionários que estão de volta ao escritório também será essencial para manter políticas de distanciamento social e evitar a ocupação total do escritório.

Estabelecer novas regras para o escritório

Grande parte da estrutura dos negócios, de participar de eventos de clientes a apertar as mãos, foi interrompida pela pandemia, e é provável que isso também se reflita no local de trabalho físico. Pode ser necessário aumentar a distância entre os espaços de trabalho e fortalecer os procedimentos de higiene, por exemplo, lembrando aos funcionários sobre lavagem regular das mãos, ou fornecimento de desinfetante para esta higienização,  além de equipamentos de proteção individual.

Os eventos sociais provavelmente ficarão um pouco menos sociais, o número de funcionários que participará das reuniões da equipe deve ser limitado, e as visitas pessoais ao escritório serão restritas. Afinal, os últimos meses demonstraram –  pelo menos isso! – que o Zoom , Teams, Hangout e outras ferramentas são alternativas viáveis ​​às conversas da vida real.

Impacto emocional

Mas não são somente as preocupações com a saúde física que devem estar no horizonte dos empregadores, no momento de retomada. É essencial observar sinais de impacto emocional na equipe nas próximas semanas e meses, para garantir que todos estejam voltando a um novo normal de maneira saudável.

Quando estados, cidades e locais de trabalho começarem a reabrir, o COVID-19 não terá desaparecido, nem as preocupações que o cercam, logo, pode ser que alguns trabalhadores voltem com prazer para seus escritórios e locais de negócios, enquanto outros o farão com medo e ansiedade.

Por isso, pode ser bastante salutar conversar com a equipe e permitir que aqueles que não se sentem seguros e podem exercer suas atividades de forma remota, continuem trabalhando em casa ou com visitas periódicas ao escritório. Infelizmente, aqueles com trabalhos relacionados a serviços, produção e manutenção terão de retornar fisicamente ao trabalho, e para este time os cuidados devem ser redobrados.

Outro fator a se considerar é que algumas pessoas podem ter perdido entes queridos ou conhecer alguém que ficou ou está doente. Outros podem ter ansiedade em voltar ao trabalho com segurança; ou preocupações sobre com quem deixar seus filhos, que ainda não voltaram à escola.

Por isso, empregadores e colegas de trabalho devem observar sinais de impacto emocional nas próximas semanas e meses. Os sinais de que alguém pode não estar bem em seu retorno ao local de trabalho incluem mudanças no desempenho e na produtividade, como falta de cumprir prazos, absenteísmo, irritabilidade e raiva, dificuldade de concentração e tomada de decisões, entre outros.

Logo,  em um momento como este é necessário que tenhamos em mente que tudo mudou, e que cada um de nós se comporta de maneira diferente diante das mudanças.  Saiba o que esperar de si mesmo. Você pode experimentar uma variedade de emoções depois de voltar ao trabalho, o que é normal. Conversar sobre seus sentimentos com alguém em quem você confia é uma maneira saudável de processar essa situação em evolução.

Continue se cuidando. Coma bem, descanse bastante e se exercite, passe algum tempo com as pessoas mais próximas a você e não relaxe nas medidas de higienização e distanciamento. E não pense duas vezes em procurar ajuda, se precisar. Se seus sentimentos são demais para suportar, procurar ajuda é um sinal de força, não fraqueza. Os problemas de saúde mental – em geral e em resposta a um evento importante como a pandemia – são reais, diagnosticáveis ​​e tratáveis.

Esta é uma situação excepcional e que deve ser tratada como tal. Não esperemos que tudo volte ao normal de um dia para o outro e de forma artificial, pois isso não ocorrerá. Grandes impactos precisam de tempo para serem absorvidos e digeridos!

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Rê Spallicci

Renata Spallicci

Atleta profissional fisiculturismo WBFF, executiva, empresaria, coach, influenciadora digital, escritora, palestrante motivacional e realizadora social fundadora do movimento Fit do Bem.

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